ANO NOVO Nos festejos de Ano Novo existem mais repetições do que novidades. A roupa, a festa e os fogos fazem crer que algo novo surgirá depois de um mergulho no mar. É um momento que serve tanto para celebrar a esperança, quanto a ilusão. Um mês depois, tudo já foi esquecido e a vida continua dentro de um trem do metro, para aquele que vive mergulhado dentro da tela do celular das ilusões. Entorpecido, a vida dura desaparece, a inveja se aquieta e o ressentimento afrouxa o coração. A linguagem é uma boa ferramenta para quem quer manipular ilusões, com intuito de apresenta-las como verdades. Henrique XVIII mandou decapitar Ana Bolena com um corte certeiro da espada sobre o pescoço de Ana. Passaram-se séculos para que uma princesa fosse decapitada, não pela espada que passou a ser considerada peça de museu, mas pela língua da imprensa britânica e rejeição da família real. Há muitas maneiras de se manter uma tradição como essa, atualizando-a ao longo dos anos. Apesar disso, ex...
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