O FUNDO
Eu sabia que nenhum deles poderia me dizer onde eu estava. Como poderiam, se nenhum deles havia estado ali? O que me fazia sentir que eu estava onde me encontrava, era exatamente isto: entender que somente eu poderia saber de mim mesmo. Embora nem eu mesmo soubesse que lugar era aquele, Pois eu não conhecia um nome para dizê-lo. Ele se materializava através da angustia que me causava. Depois de algum tempo, descobri que o fundo nunca terá palavras para dizê-lo. Ele é o que em mim foi furtado de saber. Percebi que estava só. Apenas eu poderia encontrar nomes para dizer-me. Passado a angustia, ouvi a musicalidade do fundo. Eu pude escuta-la e quando isto aconteceu, vi tudo diferente do que me haviam dito. Eu me divertia batendo o martelo no silêncio até que dele, uma palavra nascesse. A estranheza a e solidão, devagarinho construíram meu mundo. E nele só conseguia entrar quem o entendia, Não era preciso defende...